sábado, 31 de outubro de 2009

Revista VEJA, 8 de novembro de 1995




Paulera pornô

Raimundos baixam calão e aumentam o som.

Raimundos: O CD tem rock com humor de vestiário de adolescentes

Chega nesta semana às lojas Lavô Tá Novo, o segundo disco dos Raimundos, grupo que bagunçou o rock brasileiro em vários sentidos. Primeiro, por criar um tipo de música que nunca ninguém tinha feito antes, o estapafúrdio forrocore, mistura de forró com hardcore. Segundo, por ter emplacado vários sucessos no rádio, apesar das letras de baixo calão. Terceiro, por ter vendido 200 000 cópias num momento em que nenhum roqueiro brasileiro vendia tanto, muito menos saindo de um selo independente. Todo esse sucesso foi conseguido apesar de os Raimundos fazerem uma barulheira dos diabos. Quase sempre, quem começa com tanto fôlego acaba perdendo o gás em seguida e decepciona na hora da prova dos nove. Não é o caso dos Raimundos, que com o segundo disco chegam ao merecido posto de melhor banda brasileira no gênero que praticam - o do rock sujo e pesado. Vale dizer: eles são os melhores do pior. Esse galardão ambíguo vale tanto para as músicas como para as letras.

Quem é fã do Sepultura pode discordar, mas os Raimundos têm cabedal para ficar em primeiro do pódio. O Sepultura é brasileiro por acaso. Eles cantam em inglês, moram nos Estados Unidos, são contratados por uma gravadora holandesa e fazem mais shows no exterior do que por aqui. Os Raimundos cantam em português, com sotaque nordestino, tiram sua inspiração de temas brasileiros e fazem sucesso pelo país, não fora dele. Gravam com o sanfoneiro Zenilton, usam a malícia picaresca da cultura popular e fazem um som pesado para adolescente nenhum botar defeito.

Ao ler o que vai no encarte de Lavô Tá Novo, qualquer pessoa civilizada pode torcer o nariz - e com toda a razão. As letras são chulas, de mau gosto, sem nenhuma sutileza ou inteligência. Se fosse nos Estados Unidos, viria com uma advertência na capa, alertando aos pais sobre a pornografia e o incentivo à maconha. A exemplo dos Mamonas Assassinas, que vieram na trilha aberta pelo primeiro CD dos Raimundos, o grupo tira inspiração para seus "poemas" do linguajar de adolescentes no vestiário. Um deles é um chavão conhecido nos ginásios de todo o Brasil, que fala de um trem, uma manivela e um delegado. Os garotos cantam essa pérola da baixaria há décadas, mas nunca ninguém teve a pachorra de gravá-la em disco. Os Raimundos levam a sério uma qualidade que, segundo o antropólogo Roberto DaMatta, é tipicamente brasileira: o gosto pela safadeza. A música vulcânica e a combinação criativa de ritmos fazem de Lavô Tá Novo um dos mais barulhentos e bem-feitos petardos do rock nacional neste ano.




terça-feira, 20 de outubro de 2009

Revista Rock Brigade - Nº 136 - Novembro de 97





MAIS POVÃO QUE NUNCA!

Quebrou a cara quem esperava que o Raimundos iria adocicar seu som por causa do sucesso que os caras alcançaram nos últimos dois anos. Lapadas Do Povo, o novo álbum, traz a banda mais porrada que nunca, com várias faixas altamente hardcore (veja resenha no final desta matéria). Rodolfo (vocal), Digão (guitarra), Canisso (baixo) e Fred (bateria) encontraram com a Brigade para mais um bate-papo, no início de outubro, para falar do disco novo, da treta do Monsters of Rock 96, da temporada na Califórnia etc.

Rock Brigade - É mais do que óbvio que todo mundo esperava o Raimundos mais leve para esse álbum. No entanto, vocês fizeram justamente o contrário. O que aconteceu?

Canisso - A banda já tem nome, um público assegurado, poderíamos escolher fazer algo mais 'soft', de fácil digestão. No entanto, somos parte dessa galera que vai nos ver, que curte som pesado, que vai ao show de Pantera e Sepultura. Esse álbum é uma forma de respeitar essa galera, o gosto dela. Fizemos esse disco para esse pessoal, não importa quantos discos vá vender. Não queremos vender um milhão de CDs, ninguém aqui quer virar Skank. Temos consciência de onde viemos e temos muito respeito pelo nosso público.

RB - Esse peso todo é reflexo da atual fase criativa da banda ou das circunstâncias da gravação do álbum?

Rodolfo - Até o Lavô Tá Novo, conseguimos fazer os discos em dois meses, pois metade deles já estava composta. Para esse novo, quando entramos em estúdio, não tínhamos nada pronto. Antes, estávamos ensaiando e compondo no estúdio que está sendo montado na casa do Canisso. A bateria era uma eletrônica do Fred e não tinha equipamento nenhum para o vocal. Eu cantava 'ao vivo', sem nada.

RB - Vocês gravaram tudo nesse estúdio?

Canisso - Parte da gravação foi feita lá e a maioria das músicas nem tinha letra ainda.
Rodolfo - Tem música que a gente ainda nem tocou junto! (risos) Só que, sinceramente, nunca mais eu faço isso, pois, se não fosse a colaboração de todos, não sei como isso iria sair não. A banda toda compôs nesse disco.
Canisso - Se a gente tivesse mais tempo, sairia ainda mais porrada. Várias vezes a gente chegou a achar que não iria dar tempo, mas fomos em frente e cumprimos tudo que estava programado.

RB - O fato de finalizar o trabalho em Los Angeles, isolado de tudo, ajuda ou atrapalha?

Rodolfo - Para a gente se concentrar, ajuda muito, pois só pensamos na música o tempo inteiro. Nós passamos três meses em Los Angeles e não saímos quase nunca à noite. Uma vez fomos num show do Suicidal (Tendencies) e outra fomos ver o Ozz-fest. O resultado disso tudo foi que esse disco é muito sincero.

RB - Isso se refletiu também nas letras?

Canisso - Com certeza. Se você prestar atenção, vai ver que não tem mais palavrão gratuito. Ainda tem um pouco de nossa sacanagem habitual, mas isso já faz parte da gente.
Digão - Esse disco nem tem palavrão!
Canisso - Tem "cagar", "peidar", "merda", "filho da puta"... Uns palavrões mais "leves" (risos), mas inseridos num contexto.

RB - (P/ Digão) Você gravou as partes de guitarra com equipamento do Steve Vai. Como rolou esse lance?

Digão - O som que eu estava tirando lá (no estúdio de Los Angeles) não estava saindo muito legal. Aí, o cara que trabalhava no estúdio conversou com o Steve Vai e disse que uma banda brasileira estava gravando e o equipamento não estava respondendo muito bem. Foi então que o Vai emprestou um SansAmp e um 'speaker simulator'.
Rodolfo - Quando o Digão testou o equipamento ele até tremeu! (risos) Ele emprestou sem cobrar nada!

RB - Isso gerou uns riffs absurdamente pesados no CD.

Digão - E gravei só uma dobra!
Canisso - E depois comprou uma guitarra igual à do Cheap Trick (risos).

RB - Como é que foi essa história?

Digão - Foi uma Explorer, da Hamer, que só tem 200 exemplares no mundo. A gente passou uma tarde na Guitar Shop (loja de instrumentos musicais de Los Angeles) testando guitarras, até encontrarmos a que eu queria.
Canisso - Eu comprei um baixo igual ao do cara do Green Day, que passei quase dois meses "namorando" até decidir comprar. Eu comprei quando a loja fez uma grande promoção e o preço caiu para menos na metade.

RB - As famosas "faixas de trabalho", aquelas que rolam nas rádios, normalmente são as mais leves do álbum. Só que Andar Na Pedra, que está nas rádios rock, é bem porrada para os padrões de "faixa de trabalho". A escolha dessa música foi de vocês?

Digão - Foi escolha nossa e do Muniz (empresário da banda).
Rodolfo - Essa música tem uma história interessante. Há muito tempo, eu e o Digão fomos para uma fazenda e fizemos Puteiro, Cintura Fina (ambas do primeiro álbum do Raimundos) e Andar na Pedra, que só agora estamos usando.
Digão - Essa música retrata bem o caminho que o Raimundos percorre, pois seria facil nós cairmos para o lado comercial da coisa...
Canisso - Mas não queremos seguir fórmulas manjadas de reggaezinho, rock engraçadinho, etc.
Digão - Por isso, mesmo que nossos pés estevam doendo, preferimos percorrer o caminho das pedras.

RB - A música Bonita tem um pique mais "Ramones-de-rádio", daquelas que a galera canta junto nos shows. Ela não seria também uma boa faixa "de trabalho"?

Digão - A Bonita é linda, né cara? (risos)

Fred - O Rodolfo compôs num momento de saudade, quando estava em Los Angeles. Todo mundo tinha levado alguém da família ou namorada, só ele que não.
Rodolfo - (meio sem graça) Tá certo que houve essa "inspiração" sim, mas nós já tínhamos intenção de fazer a música desse jeito.

RB - A letra de O Toco fala de umas situações estranhas que parecem ter sido realmente vivenciadas por vocês. Elas são baseadas em fatos verídicos?

Rodolfo - Uma vez, saindo de um show, tinha uma galera correndo atrás da van em que a gente ia. Estava escuro, o motorista dirigindo rápido, passava por portões e mais gente aparecia. Pareciam mortos-vivos de filme B! (risos) Depois, o Fred teve um sonho esquisito que não conseguia lembrar direito. Resolvemos juntar as duas coisas e fazer uma história só, como se ele tivesse sonhado a "fulga dos zumbis".

RB - Como pintou a escolha do cover do Elvis Costello (Oliver's Army) que, a princípio, não tem nada a ver com o Raimundos?

Canisso - A gente só ouviu essa música duas vezes...
Fred - Desde o Lavô Tá Novo que o Mark (Dearnley, produtor) insistia pra gente gravar essa faixa, pois ele "ouvia" na cabeça dele a gente tocando essa música do nosso jeito.
Rodolfo - A gente ouviu e sacou que aquilo ali era Ramones puro, rock'n'roll básico. Aliás, eu não consigo deixar de ser cover de Ramones mesmo! (risos)
Fred - Quando eu ouvi essa música pela primeira vez, pensei: "O Joey (Ramone) deve ser fã de Elvis Costello". E era mesmo! Hoje, acontece até o contrário, pois o cara se tornou grande fã do Joey.

RB - Falando de Ramones, a versão para Ramona, batizada de Pequena Raimunda, ficou excelente, com uma letra muito divertida.
Digão - E se alguém vier falar que parece com Mamonas (Assassinas), quero lembrar que essa música foi feita em 1988!
Fred - Essa música foi feita antes de eu entrar na banda, por isso não tinha meu nome no primeiro verso.
Rodolfo - Era assim: (cantando) "Olha só o Rodrigo (...) Rodolfo e Canisso". Nessa paradinha do meio, nós encaixamos o nome do Fred. Essa música a gente já cantava na época que éramos Ramones Cover (nessa hora, a banda sem querer "entrega" outra versão em português para outro som do Ramones, possivelmente Sheena Is a Punk Rocker, que deve estar num futuro álbum). Algumas vezes, fui gravar Pequena Raimunda quando estava deprimido e triste, por isso, cheguei a detestá-la. Hoje, gosto muito dessa música.

RB - No final dessa música, tem aquela entradinha de Surfin' Bird, que era a música seguinte no disco original do Ramones. Como pintou a idéia de deixar essa introdução?

Rodolfo - Toda vez que acaba Ramona, a gente fica esperando pela entrada de Surfin' Bird. É automático.
Fred - Quando a gente estava escutando essa música pra tirar, sempre sobrava essa entrada de Surfin' Bird na fita. Resolvemos gravar assim também.

RB - Em Baile Funky, a bateria está pesadíssima, cheia, altamente metal mesmo...

Fred - (interrompendo) É a mesma bateria de Andando Na Pedra. Eu estava escutando um disco do Primus e fiquei impressionado com a bateria, especialmente uma música que era bem "ambiente", bem cheia. Falei com o Mark e acabamos usando algo naquela linha em Baile Funky e Andar na Pedra.

RB - A última faixa é um amontoado de barulhos intitulada Bass Hell. Qual o motivo de incluí-la?
Rodolfo - Ela tem um propósito específico. Mas vai ser surpresa.

Fred - Quando começamos a fazê-la, o Digão sugeriu colocar aquele bumbo do Kiss (de I Love It Loud) com um refrão gritando "Vamos gravar essa merda". Ficou muito legal.

RB - Nos agradecimentos de Lapadas do Povo, vocês lembram o pessoal que está longe do Brasil, tentando ganhar a vida em outro país. Isso foi resultado do contato com brasileiros na Califórnia?

Rodolfo - Quando fomos mixar o Lavô Tá Novo, em Santa Bárbara (Califórnia), visitamos alguns amigos de infância que estavam morando lá. Foi muito legal, estavam todos felizes...
Canisso - O único problema é a falta do feijão com arroz, pois neguinho lá só come hambúrguer.
Rodolfo - Agora, quando voltamos lá pra trabalhar no disco novo, os caras estavam morando em lugares menores, mais apertados, sem mulher, com neguinho há oito meses sem saber o que era beijar na boca! (risos) Uma ralação! Por isso, colocamos aquilo no encarte.

RB - O que mudou na vida de vocês desde os tempos de Ramones Cover até hoje, que vocês são reconhecidos nacionalmente?

Canisso - No lado pessoal, a gente não mudou nada.
Rodolfo - Mas, profissionalmente, aprendemos muita coisa. Estamos sempre melhorando, evoluindo, tentando não dar as mesmas cabeçadas.
Canisso - O que está diferente mesmo é que mudamos de Brasília para São Paulo e hoje somos paulistas, (imitando o sotaque paulistano) certo? (gargalhadas gerais)
Rodolfo - Estamos levando outra vida. Tá todo mundo sossegado.

RB - No palco mudou bastante também, pois tive oportunidade de ver show do Ramones Cover em Brasília e, hoje, o Raimundos é bem mais profissional.

Rodolfo - Sem dúvida. A gente foi aprendendo com o tempo, mas ainda temos muita coisa para melhorar. Hoje, eu curto bem mais estar num palco do que antes.

RB - No 'Philips Monsters of Rock' de 96, houve uma polêmica entre os leitores da RB, que não acharam justo bandas como Helloween e Mercyful Fate, que nunca tocam no Brasil, se apresentarem à tarde, enquanto o Raimundos subiu no palco à noite, com quase 100% da luz e do som. Como a banda vê esse episódio agora, um ano e meio depois do acontecido?

Rodolfo - Essa história pode ser vista de duas formas diferentes. As bandas gringas têm toda uma estrada e merecem estar tocando no final. Por outro lado, as bandas nacionais nunca tiveram essa chance, a não ser Sepultura e Paralamas. Nos anos 90, acho que foi a primeira vez que um grupo nacional tocou com toda aquela iluminação. Me desculpe quem achou que não deveríamos tocar nessa condições por "respeito" aos conjuntos estrangeiros, mas isso deveria ser motivo de orgulho pro Brasil.
Canisso - Além do mais, se o lance é a ordem que as bandas tocaram, não foi junto deixar o Mercyful Fate tocando de tarde, no sol, e o Skid Row à noite. Não estou nem falando do Raimundos. A merda do Skid Row foi literalmente enxotado do palco, mas tocou em melhores condições que o Mercyful Fate.

RB - Nesse dia, vocês também tiveram problemas com a passagem de som, certo?

Rodolfo - Os caras foderam a gente na passagem de som.
Canisso - Na época que demos aquela entrevista pra Rock Brigade (ver nº125), ainda estávamos com aquele episódio todo muito fresco em nossa cabeça.
Fred - A gente está acostumado a tocar em qualquer situação, não subimos ao palco pensando se estávamos abrindo ou fechando para alguma banda gringa.
Rodolfo - Hoje, quando vejo vídeos daquele show, fico até emocionado de nos ver tocando naquele palco do Iron Maiden.

RB - Vocês ainda mantêm contato com o pessoal contemporâneo de vocês, como Little Quail, Os Cabeloduro, DFC etc.?

Fred - Aonde a gente vai, acaba encontrando com o pessoal do Little Quail. É incrível! Também estamos tendo bastante contato com a galera dos Cabeloduro, pois eles também estão morando em São Paulo. Minha casa em SP já foi uma espécie e embaixada brasiliense. Teve época que tinha 15 neguinhos na casa! (risos)

RB - Como rolou a apresentação no programa da Xuxa?

Fred - Quem não tem o sonho de conhecer a Xuxa?
Rodolfo - Em matéria de marketing, isso não significou muito pra nós porque nosso público não assiste a Xuxa. Foi mais uma realização nossa mesmo. Inclusive, a segunda vez foi ela quem nos chamou.


Lapadas do Povo
(Wea - nac.)

O primeiro disco foi uma pérola, o segundo caiu no gosto do povão, o terceiro foi um box especial, o quarto tinha tudo para vir mais comercial e fazer do Raimundos uma banda de 'Domingão do Faustão'. Pois os caras goiabaram e fizeram exatamente o contrário. Lapadas Do Povo é o álbum mais porrada do conjunto, com algumas faixas beirando o hardcore puro que se fazia na primeira metade dos anos 80. Faixas como Véio Manco E Gordo, CC De Com Força, Crumis Odamis e Wipe Out são de uma velocidade incrível, chegando mesmo a lembrar um pouco o Ratos de Porão dos tempos do Crucificados Pelo Sistema. Dá pra crer? Mas a banda não esqueceu suas raízes "ramônicas" e destila o estilo em Poquito Más, Bonita, Nariz de Doze e, para quem tinha dúvidas das influências da banda, fazem uma versão maravilhosa para Ramona, batizada de Pequena Raimunda. O disco tem ainda outro cover, Oliver's Army, de Elvis Costello, que o Raimundos conseguiu deixar com cara própria. O CD fecha com duas músicas interessantes: primeiro, a pesadíssima Baile Funky, que parece um daqueles grupos thrash cadenciados dos anos 80, acrescido de triângulos típicos dos Raimundos e backing vocais hardcore. Depois, vem Bass Hell, uma barulheira esquisita cheia de samples, scretches e palavrões. Desnecessária, mas divertida. Resumindo: Lapadas Do Povo é nada menos que um dos melhores lançamentos de 1997, Dúvida? Então, ouça.

Discografia

Raimundos (94), Lavô Tá Novo (95), Cesta Básica (Box especial/96), Lapadas do Povo (97).



Fernando Souza Filho





sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Revista Transamerica - Novembro de 1997




PORRADA, PORRADA, PORRADA


É pedrada sem dó. Bofetada da boa. Lapadas do Povo, o novo álbum do RAIMUNDOS é isso. Variações sobre um autêntico Hard-Core, que traduzem bem o despojamento e a "objetividade" questionável das letras, compostas em sua maioria por todos os integrantes do grupo. O aviso entusiasmado vem do próprio vocalista Rodolfo, "É um som da pesada, O CD que a gente sempre quis fazer". Traduzindo...as batidas um pouco mais tranqüilas de músicas como "I Saw You Saying" e "O Pão da Minha Prima", ambas do segundo CD Lavô tá Novo, foram praticamente esquecidas nas 14 faixas do novo álbum.

Lapadas do Povo (Warner Music) é hard core, muita pauleira bem-feita. Além de assumir de vez a sonoridade do grupo, esse terceiro álbum com músicas inéditas trouxe novidades inesperadas pelos próprios RAIMUNDOS. Foi inteirinho gravado em Los Angeles, e quem assina a produção é ninguém mais que Mark Dearnley, que já trabalhou com Kiss, AC/CD, Black Sabbath, entre outros.

O motivo que os levou a gravar pela primeira vez fora do país não é tão supreendente em se tratando dos desligados meninos Raimundos. "Acabamos deixando tudo pra última da hora. E quando fomos procurar estúdios pra gravar, tanto em São Paulo como no Rio, não havia mais datas. Tivemos que buscar alternativas" disse Canisso. Quanto a escolha do produtor, o baixista disse que não tiveram muitas dúvidas. "Já tinhamos trabalhado com Mark no Lavô tá Novo, então sabiamos da sua experiência com bandas de som mais pesado. Aqui no Brasil também temos muitos bons produtores, mas a diferença é que lá fora eles se especializam mais". Mas foi o vocalista Rodolfo quem resumiu, em uma simples explicação, o espírito de trabalho do grupo. "O problema é que a gente dá muito trabalho. Não gostamos de ninguém metendo o bedelho no nosso trabalho. Mas com o Mark é diferente. Ele sabe definir os timbres, tem a manha de tirar um som legal. A gente acata o que ele fala", disse.

Para o Lapadas do Povo, quantidade e qualidade. O álbum foi gravado em dois estúdios, o Sound Castle e o Sound City, e ainda passou pela mixagem em um terceiro, no Pacifique Studios. Cerca de dois meses e meios gravando. E para garantir um profissionalismo de primeira, o Raimundos ainda ensaiaram no Mates Rehearsal Studios, onde frequentemente ensaiam bandas como Guns and Roses e Suicidal Tendencies. "Gravamos no estúdios em que o Mark estava costumado a trabalhar. Os estúdios são bons, têm máquinas atualizadas. Mas o legal é que tivemos contato com umas coisas interessantes, como o amplificador do Steve Vai e o fato de termos gravado no Sound City, o mesmo estúdio em que o Nirvana gravou o "Nevermind", contou Rodolfo.

E não é só o cuidado técnico que marca o Lapadas do Povo como uma excentricidade na feliz trajetória desses meninos brasilienses. Sem dúvida, este foi o álbum mais apressado que o Raimundos já produziu. "Andar na Pedra", música que faz referência as marcas que os pés "sofridos" deixam no chão, é o carro-chefe do novo CD. Motivo: foi a primeira a ficar pronta. "Só tinhamos quatro músicas prontas, com tudo, letra e melodia. As outras só tinham melodia, linha de vocal, mas faltavam as letras. Tivemos que meter bala", disse Canisso. Para se ter uma idéia "Bass Hell", a única música instrumental do disco, foi concebida, originalmente, como um rap com letra. Mas para os moços bonzinhos com caras de mau, valeu toda a correria. "Houve muita pressão, até podiamos ter curtido mais, mas foi legal esse pique todo, pois deu pra fazer uma coisa bastante espontânea", disse Canisso.

O Raimundos deve começar a mostra Lapadas do Povo ao vivo ainda esse ano. "Esperamos fazer as principais capitais. Turnê mesmo, de pegar estrada, só no começo do ano que vem", disse Rodolfo. E eles garantem: "Vamos fazer um show novo, bem produzido, um espetáculo completamente diferente", falou empolgado o vocalista Rodolfo.

E apesar da sonoridade que "lembra" a rápida batida do Sepultura, o integrantes nõa parecem ansiosos com a fama fora do país. "Em 1996 até tocamos em festival na Espanha, chamado Esparrago Rock. Tinha de tudo: Ska, música flamenca, internacional. Sentimos que para os europeus a lingua não é barreira, é o som mesmo que importa. Mas os americanos são menos flexíveis. E nossas letras são complicadas de traduzir. Por enquanto não temos essa pretensão", explicou Rodolfo.



Carla Hosoi




domingo, 27 de setembro de 2009

A Folha de São Paulo - 28/10/1994


Raimundos trazem hardcore ao Palace

A banda apresenta seu disco, que já vendeu 50 mil cópias desde maio, temperando som pesado com forró


Show: Raimundos, com abertura da banda Little Quail and The Mad Birds
Onde: Palace (av. dos Jamaris, 213, tel. 011/531-4900, Moema)
Quando: amanhã, às 22h, e domingo, às 20h
Quanto: R$ 15 (pista) e R$ 30 (camarote)


O rock pauleira temperado a forró dos Raimundos chega a São Paulo neste final de semana. A banda brasiliense se apresenta amanhã, às 22h, e depois, às 20h, no Palace. A Little Quail and The Mad Birds, também de Brasília, abre a noite com seu rock de garagem influenciado por punk rock e rockabilly. No show, os Raimundos tocam todas as músicas de seu disco, lançado em maio pelo selo Banguela, dos Titãs, incluindo os hits "Puteiro em João Pessoa", "Nêga Jurema" e "Selim". Tocam também as novas composições "Pitando no Kombão", "Esporrei na Manivela" e "Sereia da Pedreira", que entrarão no seu próximo trabalho.

O disco que está no mercado já vendeu por volta de 50 mil cópias, sendo que 85% em CD. Um resultado surpreendente para um conjunto estreante, ainda mais com o perfil underground dos Raimundos. Mas esse sucesso todo no circuito comercial, segundo eles, se deve ao fato de que o "mainstream" acordou para o estilo alternativo. "O tempero do regional ajuda muito também", diz o vocalista Rodolfo, 22. "Quando fizemos show no Nordeste teve gente que foi de uma capital para outra para nos ver." Raimundos é, então, um power trio com um pitada de triângulo em aqui, uma levada de baião ali e o hardcore em primeiro plano.

Forrocore e pauleira

Depois de passar algum tempo classificando didaticamente seu som como um "forrocore" (uma fusão de forró e hardcore), eles decidiram abandonar o estigma. "Esse termo acabou complicando porque criava uma expectativa, as pessoas ficavam achando que a gente iria usar temas de forró e misturar com rock, só que não é isso. O negócio é pauleira mesmo", diz Canisso, 28, baixista.

Utilizando a baixaria, tanto no teor das letras quanto na hora de definir o próprio tipo de som, Digão, 23, guitarrista, explica a tônica dos Raimundos: "A melodia é do rock pauleira, mas as letras, o cântico, é brasileiro." Na base das influências está o som mais pesado, como Dead Kennedys, Suicidal Tendences e Ramones. No tempero, o forró, o baião e o xaxado, com influências, entre outras, do sanfoneiro pernambucano Zenilton, que, segundo Digão, "é o cara mais punk do forró".

Palavrão educativo

O palavrão aparece de uma maneira natural nas nossas músicas", afirma Fred, 22, baterista. 'Não é nada que as pessoas não digam ou não saibam". Além disso, eles acreditam que existe uma função educativa em usar termos como ânus ou vagina, para que as pessoas que por ventura não saibam o que significam tomem conhecimento. É ao mesmo tempo uma ironia, um uso da linguagem chula frequente no coloquial e uma forma de tornar a baixaria educativa, resumem. Quanto ao fato de levar todo esse universo para o Palace, acham que "pode não se tratar propriamente de uma casa de rock, mas quem faz o show é a platéia."



Por Ana Beatriz Brisola.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Rodrigo Ribeiro entrevista Rodolfo


Hoje eu tive uma longa conversa com o Rodolfo. Ele estava super alegre, falante, e acima de tudo satisfeito com aquela que provavelmente foi a maior e mais difícil decisão da sua vida. Não existe mágoa, briga, nada disso. E quer saber no que a religião teve culpa nisso tudo? "A minha conversão serviu para eu me livrar das drogas, e dessa forma colocar a cabeça no lugar e ter coragem para lutar pelo que eu mais queria na vida, que era ser quem eu realmente sou". Para entender isso, precisamos retroceder ao início da banda. "O Raimundos era o recreio da galera. Existia o Filhos de Menguele (banda do Digão), o Royal Street Flesh (primeira banda do Rodolfo), as duas bandas tinham letras sérias, conscientes. O Raimundos era a hora para tocar cover, não só do Ramones, mas Dead Kennedys, Suicidal... Aí entrou a parada do Zenilton, as letras engraçadas do Tello (amigo dos caras e na época vocalista do Filhos de Menguele), diferente do que ele fazia no Filhos. Só que esse recreio foi crescendo, as outras bandas ficaram para trás. O Raimundos, que era nossa diversão, virou trabalho, e aí chega um dia que perde a graça. Eu não me arrependo de nada do que fiz, absolutamente nada, só acho que chegou um ponto em que não tem mais porque continuar, eu tenho uma vida inteira pela frente, quero fazer algo diferente, quero compor letras que passem uma mensagem positiva para as pessoas. Você tem aí bandas como o Natiruts, o pessoal do Rap, tinha o Câmbio Negro, agora só o X (ex-vocalista do Câmbio Negro). São letras que tem uma mensagem, não são baboseira. O microfone é uma das armas mais poderosas que tem, e eu nunca o usei para passar uma mensagem consciente para o meu público. Eu vejo músicas como por exemplo o "Reggae do Maneiro", eu fico pensando como uma música dessas toma uma proporção tão grande. Um puta espaço que, ao invés de transmitir uma mensagem, fala que "não tem papel pra cagá". É ridículo!". Não é nossa intenção "jogar a culpa" em ninguém, apenas esclarecendo os fatos para quem está lendo o texto: a música "Reggae do Maneiro" foi uma brincadeira gravada pela banda na época do álbum "Lapadas do Povo", que sequer entrou neste álbum, lançada posteriormente como Single apenas. Ela também não estava revista para entrar no álbum "MTV Ao Vivo", no dia das gravações, em Curitiba, surgiu a idéia de fazer esta gravação com alguns integrantes do Fã Clube da banda, que estavam na cidade por causa das gravações - alguns tinham saído de outros estados para assistir os shows. Foi uma forma de presentear o Fã Clube, e a música foi escolhida porque com certeza não entraria no show, já que eles sequer a tocavam e talvez fosse a que tinha um melhor clima para a ocasião, visto que seria constrangedor tocar uma hardcore, por exemplo, sem público, apenas para 15 fãs. O fato é que a música foi a terceira de trabalho do álbum, não podemos dizer exatamente quais os critérios para a escolha mas sabemos que o Rodolfo não estava de acordo, tanto é que não quis gravar um clipe para a música e a MTV resolveu, então, aproveitando o sucesso da música nas rádios, colocar as gravações da música como um clipe - uma espécie de "improviso". E sobre o seu relacionamento com os outros membros da banda: "acredito que isso tudo que esteja acontecendo só vai servir para nos aproximarmos mais ainda. Somos amigos, não tem mágoa. Outro dia falei com o Fred no telefone, hoje o Digão me ligou só para perguntar como eu estava. Isso nunca tinha acontecido. Eu fiquei feliz pacas! Dizer que existiam desentendimentos é normal, em qualquer banda existe, mas nada disso tem a ver com a minha saída. Durante esses últimos meses o Raimundos se tornou um trabalho, a gente só se falava no palco, fora dele era cada um pro seu canto... Pô, Raimundos era uma banda de amigos!".
Questionei então sobre uma mudança na carreira do Raimundos, e o Rodolfo novamente foi direto: "mudar o estilo não dá, a gente mudou de certa forma no "Lapadas do Povo", não o estilo mas fizemos algumas letras mais sérias como "Baile Funky", "Wipe Out" e "Andar na Pedra", e vejam o que aconteceu. Raimundos caiu de produção, menos shows, menos discos, menos músicas de trabalho. Mesmo que eu estivesse satisfeito - isso porque nem tínhamos deixado de ser divertidos, apenas fomos um pouco mais sérios - eu tinha que pensar nos outros da banda, o cara tem que pagar a escola dos filhos, essas coisas. O Raimundos nasceu para ser uma banda divertida, teria que ser assim para sempre. Só que eu sou um ser humano, tenho minhas vontades e não posso viver uma vida inteira fazendo uma coisa que não me agrada, para agradar os outros. Fingir que sou uma coisa que não sou. O que mais acontecia quando eu conhecia pessoas era ouvir "cara, eu imaginava você totalmente diferente", era foda. A minha imagem transmitia uma coisa que eu não era. O Raimundos teve uma carreira brilhante, acabamos no auge, muito melhor do que bandas que acabam na sarjeta. O que eu, Rodolfo, tinha que fazer pela banda, eu fiz. Foram 13 anos no Raimundos, é muito tempo, agora quero partir para outras experiências".

Existe alguma divergência com a gravadora?

"Não existe, mas é aquele negócio, eles sempre falam "é bom ir lá porque vende mais disco, faz mais show". E para quem tem que sustentar família, não tem jeito, não tem como fugir. Eu não tenho nada contra as gravadoras, quando eu tiver o meu trabalho eu vou procurar a que tiver a melhor opção, vou lá no meu contrato e falo "eu não faço isso e isso". Não quero nunca mais fazer play-back na vida, vou nos programas que eu estiver afim, vou na MTV, no programa do Gastão. Não quero mais fazer coisas contra a minha vontade. Se eu não conseguir seguir do meu jeito, eu lanço o meu trabalho, para lançar o CD do Royal (Street Flesh, banda paralela) eu inventei uma gravadora, criei. O Lobão fez isso. Hoje em dia existem outras formas de se lançar, portanto farei da forma que for mais conveniente".

E como você acha que as pessoas, os fãs do Raimundos, receberão você na sua nova carreira?

"Eu sei que muitos fãs do Raimundos adoram nossas letras sérias também, então aguardem, que nada acabou. Ninguém morreu! Não é como o Ramones, que infelizmente o Joey morreu e acabou-se tudo. Aqui são quatro caras, vivos, e cada um vai seguir o seu caminho. Eu não posso falar pelos outros, só por mim, e eu estou muito feliz com a minha nova vida artística que começará agora. Eu tenho já algumas músicas compostas, esse ano ainda estarei lançando material novo. Não sei ainda se montarei uma banda, ou gravarei sozinho (Rodolfo é multi-instrumentista), mas o que importa é que eu vou fazer aquilo que eu quero, não que no Raimundos eu não fizesse mas eram quatro caras, quatro cabeças para decidir as coisas. Se eu quisesse gravar um estilo diferente, precisaria do aval dos outros. Agora não, eu posso gravar o que eu quero, nada contra o estilo do Raimundos, muito pelo contrário, mas se der vontade de fazer algo diferente, esse é o momento. Eu sou roqueiro, sou do hardcore, mas se pintar a vontade de incluir outros ritmos... "Deixa Eu Falar" tem uma letra do caralho, "Mulher de Fases", "Bestinha"... São letras lindas. Eu não quero mais ser pressionado a fazer letras engraçadas ou divertidas. Mas que fique claro, a pressão não vinha de ninguém em específico, mas como já expliquei, vinha do nome "Raimundos". Não pensem que eu vou cantar louvando ao Senhor, ser cantor gospel, não é isso. A minha religião nada tem a ver com a minha decisão, o meu descontentamento, que já vinha de anos. Eu sei separar as coisas". Neste momento eu citei a matéria da revista Capricho, e ele enfatizou que "não mudaram uma vírgula". Então eu questionei se ele não achava que o fato da matéria ter saído na mesma época, não teria agido negativamente, encobrindo o verdadeiro motivo de sua saída da banda, e ele falou: "foi uma coincidência de datas, a entrevista foi feita já tem um tempo, na época do Rock & Gol. Eu ainda estava na banda, tínhamos shows na mesma semana. Tanto que não falo nada de acabar com a banda, muito pelo contrário, falo de planos. Foi tudo uma coincidência, aquela entrevista eu só quis mostrar a minha experiência de vida, dos problemas que tive com as drogas e encontrei a solução em Jesus. Não é vergonha nenhuma para mim falar que Jesus me salvou, muito pelo contrário. Vergonha eu tinha quando lia as minhas entrevistas, quando ouvia a minha música no rádio. Eu desligava. Raimundos era para ser uma banda contra o sistema, hardcore. Não para falar besteira, para ser igual letra de funk e só mudar o ritmo. Raimundos foi uma fase da minha vida, da qual guardarei boas lembranças para sempre, mas agora eu começo uma nova fase. Faz um favor para mim, inclua no texto a letra da música "20 e Poucos Anos". É uma das letras mais "hardcore" que nós gravamos, e exprime exatamente o que estou passando agora".

20 e Poucos Anos - Letra: Fábio Jr.

Você já sabe
Me conhece muito bem
Eu sou capaz de ir e vou
Muito mais além
Do que você imagina
Eu não desisto
Assim tão fácil, meu amor
Das coisas que eu quero fazer
E ainda não fiz
Na vida tudo tem seu preço, seu valor
E eu só quero dessa vida é ser feliz

Eu não abro mão
Nem por você, nem por ninguém
Eu me desfaço dos meus planos
Quero saber bem mais
Que os meus 20 e poucos anos

Tem gente ainda
Me esperando pra contar
As novidades que eu
Já canso de saber
Eu sei também
Tem gente me enganando
Mas que bobagem
Já é tempo de crescer



Aqui encerro o meu texto com um certo alívio por saber que o cara que, na minha opinião, escreve as letras mais legais do rock nacional, continuará na ativa, compondo e escrevendo, neste que será o segundo capítulo de sua vida. E também fico na torcida pelos outros, é claro, pois tenho certeza que Fred, Digão e Canisso têm talento de sobra, e encontrarão também o caminho para continuarem a alegrar os fãs, juntos ou cada um em sua carreira. E é por isso que o"Raimundos" nunca vai se acabar!

Rodrigo Ribeiro
Organizador do Fã Clube Oficial do Raimundos



Postado originalmente no WFC em ??/??/2001




sábado, 12 de setembro de 2009

Raimundos Curiosidades - Parte II




Em 1999, a MTV promoveu o 5º MTV Rock & Gol, um torneio de futebol entre as bandas de rock, os Raimundos não passaram do segundo jogo, clique aqui (sobre outros rock e gols) para obter maiores informações sobre a campanha dos cara neste Rock & Gol.

Digão, no programa H, cantou uma paródia criada em cima da musica Firmamento, do Cidade Negra. Confire esta paródia clicando. Letra da parodia

Paródia

"Que que vou fazer agora
Se o meu pau não quer mais subir?
Estou com as bolas super-doloridas
E dar numa ainda não consegui...

Short, short da Adidas
Comprei na Bi-Ba-Bô*...
Concorrente da Fofi*
A bermuda nos peito
Que cheiro de cocô!".

Bi-Ba-Bô e Fofi são duas lojas de Brasília.

Rodolfo fala 248 palavras em um minuto na música "Véio, Manco e Gordo" (Lapadas do Povo)

A polêmica e tão falada "Selim" surgiu num rolé que a banda dava no Fusca do Canisso na autovia W3 em Brasília. "Um dos melhores programas no Planalto Central é sair no final da tarde pelas pistas livres, dirigindo devagar e fumando maconha", conta Canisso. "A visão era maravilhosa. O sol se pondo e aquelas gostosas andando de bicicleta. Um amigo nosso começou a cantarolar o comecinho e o resto veio rapidinho", lembra Digão. "Tem um vídeo do começo da trajetória dos Raimundos que retrata tudo isso. É meio que um arquivo secreto da banda", anuncia Fred.

Com grana emprestada e um punhado de fitas demo na mão, os Raimundos vieram para São Paulo em meados de 93. As fitas rapidamente foram divulgadas e tal; os mais descolados disputaram a tapa os primeiros exemplares de música raimunda gravada.

A mistura esporrenta de Luiz Gonzaga com Ramones, segundo a banda, é fruto dos genes paraibanos de Rodolfo. "Meus pais são paraíbas e deu para assimilar alguma coisa". Os 2 mil quilômetros que ligam Brasília a Paraíba equivalem proporcionalmente à distância percorrida pelos espermatozóides do saco do meu pai até o óvulo da minha mãe", define o paraibinha

A experiência dos Raimundos em instalações, digamos, estranhas vai desde hotéis mal-assombrados a cabanas praticamente no meio da floresta amazônica. "Durante a gravação do disco, ficamos num hotel em que todo mundo sonhava com fantasmas, assassinato e o diabo. O Otto, percussionista do Mundo Livre, quando passou por lá viu um velho andando do armário até o banheiro durante a noite", diz Canisso. "Em Belém, ficamos numas cabaninhas a uns 15 quilômetros da cidade. Eu fiquei me achando o Tarzã. Era mato para todos os lados, não tinha ninguém, aí eu resolvi sair pelado pela floresta", conta Rodolfo.

Eu e o Rodolfo capotamos o meu extinto Fuscão e depois fomos ao cinema", lembra Canisso. "Eu tava ensinando o Rodolfo a dirigir e entrei no pau numa curva, para mostrar como é. Dei uma rodada animal e capotamos de uns cinco metros de altura. Como saímos ilesos do tombo e tínhamos combinado com o Digão no cinema, fomos para lá", conclui. "Eu tava no cinema vendo o filme quando escuto: "Digão! Tô aqui. Capotei o carro", diz Digão.

A perda total do Fusca e a grana do ferro velho deram origem ao baixo pro Canisso.

Os Raimundos liberam 53 palavrões nos 35 minutos de Lavô tá Novo: tem vários sinônimos para órgãos sexuais, sem contar "ela tá dando" dito 40 vezes.

Um dos fãs mais ilustres dos Raimundos é o surfista australiano Kelly Slater " Um amigo mostrou o CD pra ele ouvir e ele adorou " disse Canisso.

No encarte do álbum Lavô tá Novo, existem aproximadamente 222 agradecimentos para pessoas, famílias, bandas, galeras, etc... Sem contar os agradecimentos individuais de cada integrante do grupo.

No dia 21/11/96, a homepage da Folha de São Paulo, promoveu um chat com os Raimundos para divulgação do trabalho Cesta Básica. O chat ocorreu das 18:30 até às 19:35 (Horário de Brasília), estavam no ar Rodolfo e Canisso conversando com a galera. Clique aqui para baixar o chat.

Antes de receber o nome que recebeu, o álbum Lavô tá Novo, poderia ter recebido outros nomes, como : Lavô tá Limpo, Beleza e Dedo Amarelo!!

Em uma entrevista para MTV, em 09/11/96, a VJ Sabrina perguntou porque que as bandas dos anos 90 só falavam em sexo e mulher. " É o amor " disse Rodolfo, irônico, " Eu acho que a geração dos anos 90 é a geração dos heterossexuais ", disse Digão.

Em 95, os Raimundos, no programa Romance MTV, que homenageia o Dia dos Namorados, eles tocaram uma música lenta dos Ramones pouco conhecida, chamada 7-11.

Quando perguntaram aos Raimundos qual foi o melhor show da turnê de Lavô tá Novo, "Foi em Belo Horizonte", responde Digão. "Eram 12 mil pessoas pulando juntas. Foi lindo", rebate Fred.

Martin Luthero, é considerado o quinto raimundo, fez a letra de Palhas do Coqueiro, de Ui, Ui, Ui, a letra de Minha Cunhada junto com Rodolfo, e a letra de Marujo com Rodolfo também, "Telo", como é chamado, tem uma banda, Filhos de Menguele, do qual Digão já foi baterista e Rodolfo já foi roadie.

Em 95, a MTV promoveu o 1º MTV Rock & Gol, um torneio de futebol entre as bandas de rock, os Raimundos não passaram do primeiro jogo.

Em 96, a MTV promoveu o 2º MTV Rock & Gol, o time dos Raimundos fez bonito, derrotou os times do Ultraje a Rigor, Maskavo Roots, Engenheiros do Hawai, e foi derrotado na final pelo Sr.Banana, devido a grande atuação do goleiro e baterista Lúcio. Confira a campanha : - Raimundos 1 X 0 Ultraje a Rigor - Raimundos 2 X 2 Maskavo Roots (tinha a vantagem do empate) - Raimundos 1 X 1 Engenheiros da Hawai (tinha vantagem do empate) - Raimundos 0 X 2 Sr.Banana (terminou como vice-campeão)


Quando os Raimundos se apresentaram no MTV Vídeo Music Brasil 96, tocando "Eu Quero Ver o Oco" e "I Saw You Saying", a apresentação foi dos pais do vocalista Rodolfo, Seu Manoel e Dona Jacira, "Nós estamos aqui para apresentar o Puteiro", disse Seu Manoel, " Agora com vocês, o nosso filho Rodolfinho", disse Dona Jacira.

Em 07/11/96, a MTV apresentou o primeiro "Luau MTV" do verão, e como no ano anterior, os primeiros convidados foram os Raimundos. Eles estavam ali para falar sobre Cesta Básica e tocar algumas músicas em versão acústica. Mas eles não tocaram nenhuma música deles. Com Rodolfo no baixo, Digão no violão, Fred nos tambores e Canisso nos vocais!! Eles tocaram "Nothing Else Matters", do Metallica, "Daniel na Cova dos Leões", do Legião Urbana e "La Bella Lunã", dos Paralamas do Sucesso.

A Folha de São Paulo promoveu mais um chat (25/02/97), e desta vez foi a vez do guitarrista Digão, dos Raimundos. O chat foi bom e mais compreensível que o chat anterior com Rodolfo e Canisso.

No dia 16/03/97, estreou na MTV um clipe do Camisa de Vênus da música "Essa linda canção", esta música é do álbum "Quem é você ?" do Camisa. Na música os Raimundos fazem uma participação especial com Rodolfo dividindo os vocais com o vocalista do Camisa, Marcelo Nova.

O baixista Canisso participou do game interativo Garganta e Torcicolo da MTV (07/04/97). Jogando com o Garganta, Canisso perdeu para um garoto que jogava com o Torcicolo. O apresentador do programa João Gordo, zoou muito com a cara dele depois que perdeu.

Em 22/04/97, o baixista Canisso participou do programa Mtv No Ar, no quadro " Que som é esse ? " Ele adivinhou todas as músicas. Tinha Beatles, Rage Against the machine, Marilyn Manson, e AC/DC.

No MTV Rock & Gol 97, os Raimundos foram eliminados na primeira fase pelo combinado Ultraje a Rigor/Dr.Sin por 3X3, já que o adversário tinha a vantagem do empate, o vice-campeão do ano passado jogou assim: Rodrigo no gol (Que ganhou o apelido de " Rapunzel " pelos narrados do evento, os Sobrinhos do Ataíde), Digão, Canisso, Rodolfo, Gabriel (Little Quail and The Mad Birds), Zé Ovo (Little Quail and The Mad Birds), Ronan (PxUxS) e Roberto (Ronaldo e os Impedidos). Gols: Roberto (2) e Ronan, todos no primeiro tempo.

Em 03/09/97, o baixista Canisso participou do game interativo Garganta e Torcicolo na MTV novamente. Jogando na nova versão do programa, agora com 1 hora de duração, Canisso perdeu novamente, como na outra vez jogando com o Garganta.

"Desculpe Mas Eu Vou Chorar", sim, Raimundos gravaram essa música em 93. Dessa vez, a banda comparece à coletânea "Cult Cover Demo", produzida pelo programa Cult 22, da Rádio Cultura FM de Brasília. O programa realizou uma coletânea com bandas da cidade executando covers diversos, à escolha de cada grupo. Entre as poucas bandas que optaram por um cover em português, o grupo Raimundos aproveitou a oportunidade para registrar o seu lado mais brega. O resultado é uma versão hardcore para a música que ficou famosa na voz da dupla sertaneja Leandro & Leonardo, com final hilário (essa música foi incluída nessa sessão apenas por se tratar de um registro da mesma época que a fita demo, mas ela não está presente na fita lançada pelo grupo).

O grupo surgiu em 1987, tocando covers do Ramones. Em 92, o baterista Fred entrou na banda, completando a formação atual. Antes disso, a banda fez algumas apresentações usando uma bateria eletrônica!!!

Foi numa viagem para Campinas em 93, que o vocalista Rodolfo resolveu aderir aos dreadlocks que ostentou até abril de 97, quando foi obrigado a contá-los por causa de mofo (por serem muito grossos, os dreadlocks não secavam).

Durante um show em São Paulo , antes do lançamento do primeiro álbum, um inesperado "mosh" dado pelo baterista Fred resultou em acidente. Ele caiu literalmente de cabeça no chão, o que causou um coágulo no cérebro, felizmente retirado com uma cirurgia.

Rodolfo e Digão já foram Mamonas??? Os dois integrantes dos Raimundos participaram da primeira fase da banda The Mamonas, em 1990 (em Brasília), especializada em covers dos Ramones. Rodolfo na guitarra, Digão na bateria, Paulo Delega no baixo e Sérgio Bolacha no vocal (ambos da BSB-H, naquela época).

Não se contentando com a saída do The Mamonas, Rodolfo e Digão trataram de montar uma banda paralela para "passar o tempo" nas suas passagens por Brasília . A banda , com o nome de FM Band, conta com Rodolfo na guitarra, Digão na bateria, Luiz Eduardo (ex-El Kabong) no baixo, e Tello (ex-Filhos de Menguele) no vocal. "A sigla tem vários significados: Fla Mengo, F... Mulher, Fazendo Música e outros que a gente vai inventando e não dá pra falar", conta Digão.

Definição dada pelo Canisso ao som da banda: "A nossa viagem é pegar a velocidade do hardcore, o peso do trash e a melodia do punk rock e misturar com letras de duplo sentido e mudanças de ritmo".

A relação do Raimundos com Martin Lutero (Tello), ex-vocalista da extinta banda Filhos de Menguele, vai além do projeto FM Band. "O Tello é o quinto raimundo. Ele tem as manha de fazer letra. O cara é bem raimundo" revela Rodolfo. Tello participou do show de lançamento do disco do Raimundos em Brasília, cantando "Palhas do Coqueiro" (de sua autoria), após a abertura com sua própria banda. Além da música citada, Tello participou das composições de "Minha Cunhada" e "Marujo", do primeiro disco. Já no álbum "Lapadas do Povo", Tello contribui com "Ui, Ui, Ui".

A música "Selim", tinha os termos vagina e ânus censurados nas rádios (aquele famoso PIM).

Entre as bandas que influenciaram o som do Raimundos, entram em destaque os grupos Ramone e Dead Kennedys.

No programa "Raimundos na Estrada" apresentado pela MTV, Rodolfo acompanhado do primo Augustinho levou a equipe da emissora para conhecer o famoso "Roda Viva" em João Pessoa, local onde ele teria sido "inaugurado" em 86, conforme a letra de "Puteiro em João Pessoa".

Clique aqui para ver a primeira e a segunda parte.

A capa do "Lavô Tá Novo" é uma adaptação de uma idéia que os Raimundos tiveram para o primeiro disco: uma pessoa saindo de dentro da capa com um balão escrito "E aí, cara!".

Alguns nomes sugeridos para o segundo disco: "Beleza!!", "Lavô Tá Limpo!", "Agora Vocês Vão Ver" e "Dedo Amarelo". O último, idéia do Rodolfo, ninguém gostou. "Ia ser um dedão com uma cara de chapado desenhada e o amarelo da resina como cabelinho" explica.

O cara que aparece na capa do "Lavô Tá Novo" é Josias Gonçalves, 65 anos ,vigia noturno no estúdio Be Bop, onde a banda gravou o primeiro disco (inclusive o nome dele está presente nos Agradecimentos). O trabalho lhe rendeu 300 reais, após a explicação que varias fotos seriam tiradas, mas apenas uma seria utilizada (segundo o "modelo" o acordo era de 300 por foto). "A banda que me quiser para a capa, é só passar aqui que a gente acerta o precinho", propôs Josias . Quanto à dona daquela bunda maravilhosa da parte de trás do CD, a banda não deu nenhuma pista...

O único passeio que a banda deu na Espanha (96) foi uma volta no quarteirão das putas que ficava na rua atrás do hotel, contou Canisso.

Durante a apresentação da banda no "Xuxa Hits", Digão chegou até a cair no palco. "Só uma paquita que viu. Ficou tirando um sarro". Clique aqui para ver a apresentação.

Durante a passagem da banda pelos EUA, Rodolfo resolveu aventurar-se no surf: "Quando fomos mixar o disco na Califórnia, tentei surfar. Mas as praias em Santa Barbara são uma bosta! É cheio de petróleo, cheio de alga. A maré enche e deixa tudo na areia. Vai apodrecendo, fedendo e as moscas ficam comendo, as abelhas cruando... A água gelada, só entra surfista de roupa, sacou? E eu fui pegar onda no courão, Rodox paraíba lá, só de bermuda. Entrei e aahh! Consegui chegar lá, brother, começou a doer a cabeça de frio. Tomei caldo, me senti num copo de coca-cola, mifu...".

Exigências feitas pela banda para o camarim no festival Philips Monsters Of Rock 96: - 36 Toddynhos; - Cadeiras e sofás para 22 pessoas; - Enorme quantidade de Gatorade Tangerina.

A apresentação da banda no MTV Vídeo Music Brasil 96 foi um dos momentos mais engraçados da festa. A banda foi anunciada pelos pais de Rodolfo (seu Manel e dona Jacira), sentados na platéia, que apresentaram o mesmo "humor nordestino" característico do filho.

Depois do "Xuxa Hits" foi a vez da banda se apresentar em um outro programa de auditório: "Domingo Legal" (10/11/96). É mole? Um dos possíveis motivos da apresentação seria o último show da banda em São Paulo neste ano (a noite, eles encerraram a temporada de três dias na casa de shows Olympia). Tocaram "I Saw You Saying" e "Tá Querendo Desquitar", com direito a coreografia feita pela dançarina baiana Rios, descoberta pelo grupo em Porto Seguro. O duro foi ver Raimundos fazendo "play-back". Mas tudo em nome do rock'n'roll. Clique aqui para ver "Puteiro em João Pessoa", "Ta Querendo Desquitar" e "I Saw You Saying".

Os caras também já se apresentaram no programa Turma da Cultura e Ratinho Livre, em 98. Clique aqui para ver "Tora Tora".

O vocalista Rodolfo assina os autógrafos como "Rodox". Detalhe, Rodolfo é o único que não adotou apelido como nome artístico.

Canisso se escreve com dois "S", e não com "Ç", como aparece no encarte do primeiro CD.
Pra quem ainda não sabe, a foto da capa do álbum "Lapadas do Povo" foi tirada por um roadie da banda, o Betinho (Roberto da Paixão). A banda jura que não foi feita nenhuma montagem em relação ao reflexo da Van (a distância parece ser bem maior). Apenas as placas foram modificadas: LP01/06 (a sigla do nome do álbum, e a data correspondente ao inicio das gravações), 0408 (04/08, a data em que as gravações terminaram), 97 98 (os anos prováveis de trabalho em cima deste álbum), BNITCH (a gíria para "bonito", presente na música "Pequena Raimunda") e o novo logo da banda (incluindo o símbolo com um "R" no meio). Além disso, o caminhão pode ser interpretado como um objeto de "peso" (a tendência explícita do álbum) e também de conter algo "inflamável" (também relaciona a atual atitude do grupo, de querer explodir tudo.

Rodolfo e Digão gravaram a musica Wipe Out 2, para fazer parte da trilha sonora do curta metragem "The Big Shit" da cineastra Renata Neves.

Os fãs da banda que também curtem Ramones devem estar gostando mais ainda da nova fase do Raimundos. Além de gravarem "Pequena Raimunda" (versão para "Ramona") e fazerem uma versão para "Oliver's Army" do Elvis Costello bem ao estilo Ramones, a banda está tocando nos shows da "Turnê Lapadas do Povo" a música "Surfin' Bird", esticando a introdução incluída no álbum, logo após "Pequena Raimunda".

"Véio, Manco e Gordo" é inspirada no baixista Canisso, mas tem como objetivo criticar a galera que fica o dia inteiro sem fazer nada. O trecho "..correr com o Manel" provavelmente se refere ao pai do Rodolfo, Seu Manoel.

Quem já ouviu a música "Festa da Música", do Gabriel "o Pensador", percebeu que o rapper menciona a banda na música:

"... o João Gordo vomitou no meu pé
Fui limpar e dei de cara com os Raimundos
Que me contaram que entraram pelos fundos
Perguntei pelo banheiro e fiz papel de mané
Os sacanas me mandaram pro banheiro de mulher..."


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Raimundos e Rock Gol


Rock e Gol é um campeonato disputado por bandas de rock, pop e pagode nacionais, um evento criado, pela MTV, desde 1995. Os jogos foram realizados no SPAC (São Paulo Atlético Clube - Clube dos Ingleses), ao lado da Represa de Guarapiranga, no periodo de 03 a 06 de maio.

Time

Raimundos / Nativus

1 - Rodrigão (Raimundos)
2 - Canisso (Raimundos)
3 - Luis Maurício (Nativus)
4 - Digão (Raimundos)
5 - Kiko (Nativus)
6 - Canibal (Devotos do Ódio)
7 - Juninho (Nativus)
8 - Bruno Dourado (Nativus)
9 - Rodox (Raimundos)
10 - Alexandre (Nativus)

A Campanha

Primeira Fase - Vitória em cima da equipe do Soweto, Resultado.:

Soweto ??? x ??? Raimundos / Nativus

Quartas de Finais - Eliminados pela equipe do Sepultura, Resultado.:

Sepultura 2* x 2 Raimundos / Nativus

* Vitória nos penaltis

Vídeo



Entrevista com Digão


Digão, dos Raimundos, empolgado para a maratona do futebol: "Acho que o nosso time está bem entrosado, a galera anda treinando bastante e a gente quer é levar a taça! Acho que não vai ter pra ninguém. Eu sou melhor que o Romário! Jogo toda quinta e domingo com o pessoal do meu condomínio. Normalmente, eu gosto de ficar na zaga, porque, pra falar a verdade, eu não curto muito jogar, eu gosto mesmo é de abater! Quando eu era garoto, não ligava pra futebol, queria só tocar. Hoje, eu me amarro em assistir aos jogos, nem precisa ser o Flamengo em campo.

A banda participa do Rock e Gol desde o começo. Na melhor campanha a gente foi vice-campeão, em 1997, fazendo a final contra o Sr. Banana. O que eu acho mais legal é que o futebol precisa de uma união que a nossa banda também tem. O time só ganha quando é unido, quando todo mundo tem uma boa visão do jogo. Adrenalina pura! Isso tem muito a ver com futebol ou com surfe e, principalmente, com o som que a gente faz."